quinta-feira, 29 de agosto de 2013

escrevo sobre publicidade # 21


a palavra que me ocorre é 'uau'!! adoro!! "atreve-te a ser terno!"

a milka vai produzir tabletes de chocolate sem 'o último quadradinho' e permitir ao comprador decidir o que fazer com ele: reclama-lo de volta "comprei a tablete e quero os quadradinho todos para mim! queriam ficar com ele p'ra vocês? já agora, isso é que era bom..." ou oferece-lo a alguém que lhe seja querido. a embalagem traz um código que, quando introduzido no site da milka, permite ao cliente decidir o que fazer com o último quadradinho: recebe-lo de volta ou envia-lo a outra pessoa com uma mensagem associada!

a ideia partiu de uma mente portuguesa e vai obrigar à alteração de todo o processo de produção das tabletes! 

uau, adoro!!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"já disse: agora só no natal..."

amar à distância...

"Aqui estás tu, a tocar-lhe no rosto com as duas mãos e a dizer-lhe que “vai correr tudo bem”. Percebes o desconforto no olhar e acrescentas “se quisermos, é possível”. Daqui a pouco dirás, como derradeiros argumentos, dois ou três lugares comuns sobre o amor verdadeiro, “o nosso é tão especial”. Não te esqueças de lhe dizer que podem falar a qualquer hora, e que vais estar sempre online (promete telefonar pelo menos duas vezes por dia!).

Vais acreditar em tudo, e a dada altura, quem te ouve, também. E então vão fazer planos para o reencontro. Nas férias, quando voltares, farão uma viagem, dedicarão dias seguidos a fazer amor. “E se fosses ter comigo?”, “não dá, com o meu trabalho”, “claro que dá, só precisamos de organizar as coisas com calma, planear tudo”.

Até que chega o dia. Estão no aeroporto, a bagagem despachada com excesso de peso. Daqui para a frente, só passageiros com cartão de embarque. Estiveram bem dispostos até aí, os últimos dias foram cansativos. É agora. Tens a sua mão na tua. Silêncio. Abraçam-se, e choram, os dois (tu talvez menos, porque tens a cabeça dividida entre coordenadas). Dás-lhe um beijo, secas-lhe as lágrimas e repetes as promessas com que começaste o texto.

Mostras agora os documentos ao segurança, que te deixa passar. Antes de fazeres a curva, aí mesmo, viras-te para trás e consoante o nível de pirosice do vosso amor, acenas, ou gritas uma lamechice qualquer. "Who cares?" Amo-te, amo-te, amo-te, daqui até à lua, ir e voltar, para sempre, até ao fim do mundo.

Quando vivi em Luanda, morei num bairro que se chamava Nova Vida. Achei a associação carregada de sentido. Em nós, há tanta coisa a acontecer, tanto mundo novo a entranhar-se, que nova é mesmo a melhor palavra que se pode juntar à vida.

Manter uma relação à distancia não é fácil. O amor é uma força poderosa, mas não vence tudo. Não vence um olhar renovado, uma percepção diferente. Pode mover montanhas, sem que contudo nada possa perante o desconforto que se vai instalando. De repente, há tanto de ti que já não é quem era. És tantos.

Se te deixares levar pela vontade, vais demorar mais a responder aos e-mails, as conversas no "chat" serão cada vez mais curtas e com respostas breves, nem sempre vais ligar o Skype. Até queres partilhar, mas não sabes como, porque, lembras-te, o essencial não cabe em palavras. “Tens a certeza que está tudo bem?”, “claro que está”, “estás diferente”, “não, é impressão tua”.

Poderia falar de mim, mas seria recalcamento (que também os tenho). Falo-vos por isso de todos aqueles a quem vi um amor acabar (e daqueles que, por isso, respiraram de alívio). E falo-vos também, e principalmente, dos outros, que valem por todos, que se superaram, que não desistiram, que se esforçaram todos os dias, obrigando-se, às vezes contrariados, a pensar no regresso (ou no reencontro), muito mais do que na partida (ou na despedida). Falo-vos, finalmente, daqueles que perceberam que, se amar é difícil, faze-lo por "megabyte" é ainda mais complicado."

for a minute there, i lost myself, i lost myself...

terça-feira, 27 de agosto de 2013

coisas que me fazem rir # 58


muitos estarão a pensar "numbi, a sério? só agora?" mas... (pausa para respirar) isto é hilariante e... (nova pausa para respirar) só agora vi as duas juntas e... (estão a doer-me os abdominais... respiração) é tão bom ser-se normal!! 

acho que já vi este filme...

nos estados unidos (where else?), um casal morreu no mesmo dia, com diferença de 11h. casados há 65 anos, faleceram na casa de repouso que ambos habitavam.

ela ficou doente (era alzheimer, que eu acho que já vi este filme...) e ele decidiu que ela não morreria sozinha. morreram como se deve morrer numa grande história de amor.

a história inclui a segunda guerra mundial, cartas, filhos, netos, bisnetos e um cortejo fúnebre que os "levou a casa", como desejavam desde que tinham ido para a casa de repouso.

há mais alguém com a sensação de já ter visto este filme?? bem, se calhar sou só eu a inventar coisas...