terça-feira, 28 de agosto de 2012

os meus lemas #5

calma que o trabalho não acaba, nós é que acabamos.

nota: pode não parecer, mas trata-se efectivamente de um lema!!
nota1: este lema não é meu, mas poderia ser...

para um tolo: um tolo e meio

acabei de ter esta conversa:

-tu vives em tatalaka? tantamana?
- não, talatona, lol.
- isso... talatona. fulano falou-me.
- falou? que te disse?
- que vocês têm um condomínio em titikaka.
- eu moro lá. residências talatona.
- quanto tempo demoras de walkietalkie a luanda?
- sem trânsito 45 min, com trânsito já demorei 3 horas.
- xiiii, isso é o inferno, se eu fosse a ti ia viver para fora de tantamona.
- não está em meu poder fazer isso. e lá está-se muito bem.
- o pior é andares 6 horas por dia em viagem, 15 horas por dia a trabalhar e 3 lá, a dormir.
- check.

antes de vir para angola tive uma conversa que resumo aqui:

- vais para luanda ou para mokambo?
- mokambo?
- sim, para mim todas as cidades angolanas que não são luanda são mokambo...

sábado, 25 de agosto de 2012

no light, no light

a senhora florence avisou-nos vezes sem conta, nós é que não quisemos acreditar.

na passada quarta-feira, chegamos a casa depois de mais um cansativo dia de trabalho e eis que: não tínhamos luz eléctrica. no light, no light, meus amigos.

accionamos todos os alarmes (isto significa que ligámos ao tipo do apoio social da empresa) e obtivemos a seguinte resposta: "hoje já não vai dar para tratar disso, porque nós ainda não pagamos o condomínio desse bloco..."
e vocês perguntam "mas qual é a relação entre o condomínio e a luz eléctrica?" que é, do meu ponto de vista, uma boa pergunta.
então é assim, aqui em angola a luz eléctrica é pré-paga. as casas estão equipadas com um aparelhómetro, uma espécie de contador, que se carrega e começa a fazer uma contagem decrescente até ao zero, altura em que ficamos sem luz. ao que tudo indica esse aparelho emite um aviso sonoro de "se não me carregarem  brevemente vão ficar à escuras.", mas como é que íamos adivinhar que aquele "piiiiiiii" "piiiiiiiiii" "piiiiiiiiiii" não era o frigorífico a informar que "está tudo a correr como o previsto, estejam descansadas."?? não tem como, né?
o senhor do apoio social, um querido, achou então por bem convidar-nos para jantar lá em casa (somos vizinhos.), uma vez que fazer o jantar à luz das velas seria um desafio difícil. fizemos a recusa da praxe e ele a insistência da praxe e lá fomos. foi um mal que veio por bem, uma vez que ficar sem luz eléctrica nos valeu um salmãozinho assado no forno com brócolos, que eu adoro, e zero trabalho.

conclusão: homo sapiens sapiens são já incapazes de sobreviver sem: electricidade, telemóvel, internet, cafeína, etc. creio que nos aproximamos de uma boa altura para mudarmos a nossa designação novamente para homo sapiens... orgulho vs realidade, pensem nisso.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

atracção fatal!

vá, escrevi fatal só para aguçar o vosso apetite mas, na maioria das vezes, não é fatal é só... estranha.

os angolanos têm uma atracção incompreensível pelas faixas de aceleração. desconfio que não conseguem compreender que são, efectivamente, faixas de aceleração mas apenas para quem fez uma mudança de direcção e, para o fazer, diminuiu a velocidade a que circulava, precisando portanto de um espacinho extra para repor o ritmo da marcha, para poder voltar a integrar novamente uma faixa onde se circula à chamada "velocidade de cruzeiro". e não, não são para todo e qualquer esteio que anda na estrada ir para lá acelerar para com isso conseguir ultrapassar os fellow drivers!! não, ok?

mas eles não resistem! é um fenómeno incompreensível, apenas comparado à necessidade que os assiste de atravessarem a estrada nos sítios menos prováveis e às horas menos aconselháveis! sejamos francos, não se trata de racismo, uma pessoa escura a atravessar uma estrada escura durante a noite não pode dar bom resultado, não é?

um dia... escrevo sobre a atracção dos angolanos pelas bermas das estradas. é mais um fenómeno!