sexta-feira, 7 de setembro de 2012

os meus lemas #7

nunca julgues o presente pelo embrulho.

nota: pode não parecer, mas trata-se efectivamente de um lema!!
nota1: este lema não é meu, mas poderia ser...

"são zé du" aka "a festa da democracia"

em portugal festejamos os santos populares, são pedro, são joão, santo antónio, são martinho, etc. por cá festeja-se a "santa democracia" ou, pelo que me pareceu pelos preparativos da festa, festeja-se o são zé du (como se pode verificar na foto abaixo). os senhores da televisão não se cansavam de dizer "é a festa da democracia", quando meio mundo sabe mais ou desconfia, porque a outra metade não sabe onde fica angola.

faz hoje uma semana que decorreram as eleições presidenciais em angola. ouvi gente, com mais de 50 anos e com aquele ar altivo de quem sabe perfeitamente o que é a vida, dizer "já é a terceira vez que eu vou votar!" as in: "não pensem que ando neste mundo por ver andar os outros, de eleições percebo eu bem.". resolvi não mencionar que tenho 30 anos e que já perdi a conta às vezes que fui votar, até porque isso não significa que percebo mais de eleições do que qualquer outra pessoa, que nunca tenho ido às urnas na vida. check!

andei um bocadinho nervosa a semana toda, por causa das prometidas manifestações da oposição que decorreriam em simultâneo com manifestações das forças armadas e que, embora se dissessem pacíficas, me deixavam sempre com um pé atrás. mas, na realidade, não tive qualquer problema com as manifestações à excepção de quinta-feira, quando regressava a casa a meio da tarde por nos terem dito "vocês hoje deviam ir cedo para casa. hoje não é aconselhável os brancos andarem na rua de noite..." sim, nós, os brancos. além do trânsito caótico do costume houve ali uma determinada altura em que vejo uma carrinha  de caixa aberta cheia de gajos com cara de poucos amigos e armados até aos dentes (pir - polícia de intervenção rápida, talvez, não sei e nunca pararei para perguntar, prometo!) a parar e descarregar a carga (os gajos, portanto). no meio da rua encontrava-se um polícia sinaleiro a mandar os automobilistas avançarem ou pararem, conforme lhe apetecia. enquanto os tipos saíam da barrinha o senhor agente resolveu parar a nossa fila de trânsito! foi o pânico, apercebi-me de que havia uma manifestação ali ao lado e temi que a coisa fosse descambar. comecei a fazer contas à vida, a perguntar-me por onde passaria a ambulância, para me transportar para o hospital, quando eu fosse atingida por uma bala perdida, quem ficaria com o meu carro, por onde poderia fugir quando começassem a atirar granadas, entre outros pensamentos mais violentos. foi uma viagem do pior que se pode ter: manifestações, polícia, filas e mais filas, gente bêbada no meio da estrada, gente aos gritos, a embraiagem do carro que não colaborava (isso ou era a condutora que, com os nervos, já nem sabia muito bem o que fazer aos pés), basicamente foi uma viagem estilo "salve-se quem puder, que eles andem aí!", é possível que tenha sido o momento mais stressante da minha curta estadia por angola (para não lhe chamar "vida").

os mais rodados diziam que não, que não se ia passar nada, e andavam a gozar com as "gasolina" (nós, acabadinhas de chegar) por causa da "guerra". "então, a guerra já chegou aí?", "estão escondidas nas trincheiras?", "já pediste contraplacado marítimo para tapar as janelas?", "fizeram aprovisionamentos para a guerra?" e, como seria de esperar (por qualquer pessoa que não se visse no meio deste caos urbano (+/- urbano, vá... (tem zonas...))), a experiência trouxe a razão e não houve, até à data, nenhum incidente a registar.

vai-se a ver e até nos deram a sexta-feira de folga, esteve bom tempo para passar algumas horas de papo para o ar, na piscina, mais umas quantas a vegetar em frente à televisão e as restantes a comer ou a dormir. tudo está bem quando acaba bem e eu espero que este episódio esteja encerrado.

uma falha qualquer

há pouco estava a embrulhar uma proposta (sim, embrulhar, como fazem os escuteiros nos hipermercados, pela altura do natal) e passou uma secretária que me disse "sim, faça isso, que antes de vir para aqui era a mim que chamavam para fazer isso. afinal é para isso que você cá está..." e foi à sua vidinha toda satisfeita.

não ligo nenhum ao que esta senhora diz porque ela "não quer saber se gostam dela ou não, porque ela também não gosta das pessoas", sim, das pessoas, em geral, e por isso diz tudo o que lhe passa pela cabeça, seja simpático ou não, faça sentido ou não, seja oportuno ou não (normalmente não é.). mas "é para isso que você cá está" é um bocadinho desprestigiante, eu acho. não o digo porque faço um trabalho que me enche a alma e contribui para o bem estar da humanidade, mas fazer embrulhos? a minha função não se resume a fazer embrulhos, nem a atender o telefone e a passar chamadas, nem a carimbar folhas de papel, nem a fazer o possível e o impossível para encontrar alguma falha qualquer, num sítio qualquer, por qualquer motivo, para poder dar duas de letra com uma pessoa qualquer sobre o que outra pessoa qualquer fez ou deixou de fazer e que criou, por isso, um problema qualquer, eu faço um bocadinho mais do que isso...

nesta empresa, das duas três, ou há uma falha de comunicação, ou uma falha na definição de tarefas ou uma falha na hierarquia, mas que falha qualquer coisa, falha!

de qualquer forma, devo informar que adoro fazer embrulhos e que até já me passou pela cabeça ir trabalhar para uma loja só para poder fazer embrulhos assim, a torto e a direito. gosto, pronto.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

os meus lemas #6

nunca digas a ninguém que queres paz e sossego...

nota: pode não parecer, mas trata-se efectivamente de um lema!!
nota1: este lema não é meu, mas poderia ser...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

bumblebee

haverá personagem mais fofinha do que aquela que utiliza a música para se expressar? também acho que não! adoro!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

unnatural selection

counterbalance this commotion, 
we're not droplets in the ocean, we're the ocean

they'll laugh as they watch us crawl, 
the lucky don't share at all, 
no hope for fate, it's a random chance selection, 
i want the truth

try to ride out the storm, 
whilst they'll make you believe, 
that they are the special ones, 
(we have not been chosen), 
injustice is the norm, 
you won't be the first and you know you won't be the last

muse - unnatural selection