quarta-feira, 4 de março de 2015

tenho tantas coisas a dizer sobre o festival da canção!

a primeira é esta: mas que raio é que foi aquilo, pá?!? andamos a brincar aos festivais? (ah, peço desculpa, entusiasmei-me e saíram duas coisas.) obviamente, não preciso de resposta para estas perguntas, consigo responder sozinha. ajudem-me nestas:
  • quando é que afinar deixou de ser um critério? 
  • porque disfarçaram a rita seidi de sara tavares?
  • porque disfarçaram o gonçalo tavares de josé cid?
  • porque tingiram o vestido da suzy de azul e o vestiram à filipa baptista?
  • o que era aquilo que a rita seidi tinha vestido?
  • (embora eu tenha gostado do que ele tinha vestido por baixo do casaco) o que é que aquele rapazola estava a fazer ao lado da filipa baptista?
  • estou sempre a ver quando é que a adelaide ferreira pega numa faca e corta os pulsos em palco. tenham cuidado com isso, ok?
não pude deixar de reparar no corpanzil da apresentadora. não, a sério, não dava mesmo para não reparar, estava tudo à mostra!! "o que é demais é erro" é uma expressão super interessante, cujo significado deviam aprofundar. também tinha qualquer coisa a dizer sobre o penteado dela, deixa ver se me lembro... ah, já sei: quando acordo com o cabelo feio ele ainda está mais bonito do que aquilo!

juro que houve alturas em que pensei: isto é mau demais para ser verdade!! mas depois lembrei-me das edições anteriores e acalmei, estava tudo a correr como é costume.

valha-nos isto.
e a moda de escrever sem hífenes?? parece vos bem ou parece-vos mal? ah?

terça-feira, 3 de março de 2015

2# negociação - 73% de potencial

só quando recebi o convite para ir fazer os testes de avaliação de potencial é que ficou claro na minha mente: eu era a pessoa com maior potencial da empresa!!!

fiquei em estado de choque quando chegou a minha avaliação de desempenho profissional: 27%. mas uma pessoa com uma avaliação de 27% merece, sequer, viver? viver talvez, vá, mas ter um emprego com certeza que não!


foi um e-mail oficial dos recursos humanos que me indicou que eu era perfeitamente incompetente. numa escala de 0 a 100 eu era um 27.

não odiei a besta imediatamente depois de ter recebido o e-mail. antes de isso acontecer odiei-me a mim própria - mas afinal o que andava eu a fazer no mundo? sombra?

tocou o telefone, era o tipo dos recursos humanos para me despedir, tive a certeza. "pode vir ao meu gabinete? preciso de falar consigo por causa da avaliação". claro que precisava de falar comigo por causa da minha avaliação, eu não ia perceber sozinha que já tinha sido despedida. (aliás, mesmo que quisesse, não tinha capacidade para tal feito.)

- quando recebi a sua avaliação de desempenho liguei logo ao seu chefe porque pensei que ele se tinha enganado. ele garantiu-me que não, que era mesmo essa a sua avaliação. eu perguntei-lhe se havia alguma coisa que pudéssemos fazer para a ajudar, alguma formação, qualquer coisa, mas ele disse que não, que você tinha todas as competências técnicas necessárias e que o problema é a sua atitude profissional.

oh, valham-me os santinhos todos, a minha atitude? nem sequer me iam despedir. iam deixar-me percorrer o corredor da vergonha... quase que conseguia imaginar o cenário:


- acho que deve falar com ele, mas não questione a avaliação. quando falar com ele pergunte-lhe em que pode melhorar.

ah?!? come again!?! não devo o quê? deves ser parvo, mas é!! tive 27%, a pergunta é "em que é que posso piorar?" essa, sim, é uma pergunta à qual não consigo responder sozinha!

- não lhe diga que acha a avaliação errada ou injusta, pergunte-lhe só em que é que pode melhorar.

wtf?!? 27% não será um bocadinho injusto? nem digo que seja muito, porque sou uma nódoa de pessoa, mas nem sequer um bocadinho? será que isto é para os apanhados?!?

conclusão: não fui despedida e ia ter mesmo de falar com a besta. oh, triste sina a minha! 

"sem palavras"

adoro quando as pessoas começam um longo discurso com a frase "estou sem palavras!". é super coerente e nada chato.

segunda-feira, 2 de março de 2015

falo-vos de fenómenos #26

43. falar ao telefone na casa de banho.

fui à casa de banho e, quando estava prontinha para fazer xixi, ouvi uma voz "estou, filha?? não te estou a ouvir muito bem..." o que, automaticamente, despertou em mim pensamentos como "wtf, really?", "estás mesmo a falar ao telefone na casa de banho??", "e agora, faço xixi ou espero pelo final do telefonema?", "será que o meu xixi vai incomodar muito?".

sei que este texto não é extremamente agradável (como todos os outros maravilhosos textos deste blog) mas há coisas que têm de ser escritas, não é?

porque é que alguém haveria de ir falar ao telefone para a casa de banho, quando o barulho de fundo mais agradável que se pode ter é o do autoclismo a descarregar? porquê? porquê?!?