quinta-feira, 12 de abril de 2012

pequenas notas #7

não faz sentido desejarmos coisas "do fundo do coração" se não tivermos um, percebem?
é quase a mesma coisa que um ateu dizer "oh, meu Deus!", simplesmente não faz sentido nem tem o efeito pretendido...

pronto, era só isto.

o nó --@--


“sabes mais do que pretendes saber!” foi o que escrevi a um amigo para o fazer perceber que eu sabia que ele sabia mais do que dizia saber. (hmmmmm…. bem, qualquer dúvida é favor contactar-me, sim?) só ao fim de alguns segundos me apercebi de que o que tinha escrito não significava o que eu pretendia que significasse. “you know more than you pretend to know! desculpa, saiu em inglês…”
i’m numbi…

quarta-feira, 11 de abril de 2012

oftalmologia ao mais alto nível

“ais leintxies dos seus óculos iztão ótximais, princesa!”
“doutor, acha que isso poderá estar relacionado com o facto de eu não usar os óculos?”
“mais, princesa, teim dji usá os óculos seimpri!”

adoro o meu oftalmologista!! ele é tão… profissional!

"de repente... já nos 30!"

é um filme fofinho sobre uma miúda que no dia do seu 13º aniversário comete a loucura de desejar ter 30 anos. obviamente, e porque se assim não fosse não haveria história para contar, o seu desejo é concedido. temos então uma miúda de 13 anos no corpo de uma “babe” de 30 que descobre que os anos passados entre os 13 e os 30 não lhe trouxeram nada de bom. descobre que não é uma pessoa boa, que se afastou da família e dos amigos e que ninguém lhe deseja nada de bom. blá blá blá pardais ao ninho, e é-lhe oferecida a oportunidade de voltar aos 13 para refazer tudo, mas desta vez de modo a ser muito muito feliz…
eu, na qualidade de… como é que hei-de escrever isto… na qualidade de… mulher de 30… (ora bem, se calhar não se trata de uma qualidade, mas acho que é assim que se diz) (daaamn!!!) bem, tendo esta característica etária acho que posso pronunciar-me sobre este filme. então é assim: porque é que eu não tenho o direito de voltar aos 13 anos para mudar as minhas opções, ah?? porquê? não posso garantir que desta vez acertava na fórmula mágica da felicidade, mas não falharia tão redondamente!!
é que, quando somos jovens e inconscientes, não escolhemos as nossas amizades e os nossos amores pelas razões certas. (eu sei que não escolhemos os nossos amores, é apenas uma forma de pôr a questão…) “ausência de borbulhas” não é uma razão válida!! é que, com a idade, isso passa e a estupidez não!! calças levi’s definitivamente também não são uma boa razão. quando algum adolescente conseguir convencer-me de que trabalhou arduamente para poder comprar umas calças de 100€, aí dou-lhe valor. ah, fazer os trabalhos de casa todos os dias e passar de ano não são considerados “trabalho árduo”, ok? e qual é a influência de ter pais ricos (ou de ter ido ao BES… (piada estúpida.)) na personalidade da personagem? (“tem pais ricos, só pode ser uma pessoa espectacular!” só começa a fazer sentido a partir aí dos… 30… por volta disso! (quantos anos é que eu disse que tinha?? ah, isso agora não interessa nada…)) mas a pior das razões para se achar alguém “demais” “bué da fixe” “upa upa puxadote” quando se é adolescente é a rebeldia! principalmente nós, miúdas, não resistimos a um  belo de um“cafajeste”. (alerta: quero prevenir-vos de que este problema não passa com a idade!!!) “não faz nada do que os stores mandam!” (no meu tempo era assim que se dizia: stores) “falta às aulas p’ra jogar futebol!” “é tão giro a fumar!” “ouvi dizer que já andou com 3 miúdas ao mesmo tempo!” e pronto, tem fãs. não faz sentido nenhum e sabemos perfeitamente que estamos a apanhar lenha p’ra nos queimarmos, mas isso não nos impede de termos paixonetas. porquê? porque temos a certeza absoluta de que seremos nós, sim nós, a transformar aquele dom juan num cachorrinho domesticado. (major fail!! não vai acontecer aos 13, aos 30 nem aos 47, não vale a pena sonhar com unicórnios, eles não existem mesmo!!) a popularidade também não deve ser um factor de escolha de amizades ou amores. ser popular é de modas, é de conceitos e acabamos quase sempre por descobrir que idolatramos as pessoas erradas. a popularidade é muito frequentemente confundida com a beleza e a adaptação às modas. é sabido que muitas das grandes personalidades, que hoje reconhecemos como tal, tiveram de morrer antes de lhes ser atribuído algum crédito, já os músicos, actores e modelos são colocados em pedestais sendo donos de grandes personalidades ou sendo grandes esteios, não se faz distinção desde que se trate de mais um feliz contemplado do jackpot da natureza: uma carinha laroca e um corpinho danone.

no filme a menina pergunta à mãe o que ela mudaria se pudesse voltar atrás, ao que ela responde: nada! devemos o que somos hoje ao que fomos e fizemos ontem e se as nossas escolhas tivessem sido diferentes nós seriamos diferentes. talvez fosse mais interessante preocuparmo-nos com as nossas escolhas e atitudes de hoje, uma vez que serão elas a afectar a nossa vida amanhã!

terça-feira, 10 de abril de 2012

"quem é que se está a esticar, quem é?"

ouvi dizer que só tem problemas quem responde às suas próprias perguntas, não sendo o caso não há razões para preocupações, não é? óptimo!
hoje dei por mim a abusar na estrada e a dizer de mim para mim: "quem é que se está a esticar, quem é?" não respondi, era uma pergunta estúpida e de resposta óbvia. não me dei importância.
"a sério? vais mesmo meter-te à minha frente?" "isso não anda mais devagar, não?" "ó senhor, allons y que eu não tenho a vida toda..." "nãaaaaao!!! damn you fool!" "vira, vira, vira, vira.... yessss!!!" "se demorares a gente espera, não tenhas pressa..." "a seguir à segunda ainda tens mais três..." "vais parar aí?? sério?? boa escolha, ó cromo!!" "óooo, chega pra lá, ó faxabor!" "ande lá senhor, rápido!!" "ai a minha bida tá estagáda..." "um camião e um tractor, era mesmo o que me faltava!" "e quando eu pensava que isto não podia piorar..." "anda lá, ó anormal!!" "podes passar, anda lá e não demores muito!" "foi p'ra isto que te meteste à minha frente, really??"
são coisas que digo com frequência no trânsito, de mim para mim ou para os meus fellow drivers... alguns não são bem fellows, são só drivers... e daí alguns também não são bem drivers são... maçaricos que não deviam ter carta de condução!!! e se eu fosse um desenho animado aparecia um balãozinho de pensamento cheio de símbolos aleatoriamente atirados lá para dentro em simultâneo com a subida de um risco de separação entre o meu ser branco e calmo e o meu ser encarnado e irado, até toda eu ser um pimento vermelho e picante de raiva!!
sim, às vezes fico um nadita nervosa no trânsito... bem, às vezes fico "muito, bastante até, e nem é pouco", nervosa no trânsito...
pronto, era só isto, quis partilhar...

ps: calma, eu não digo sempre "senhor", quando me apercebo de cabelos longos digo "senhora"!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

"parabéns!!"

"porquê?"
"pelo bébé..."
"mas eu..."
"ah, então desculpe!!"

sabem?? conhecem a situação? acabou de me acontecer no chat do facebook!!! 

"foi impressão minha ou estás grávida? se assim for tudo de bom." mantive a calma e respondi "foi impressão..."

agora não sei de hei-de odiar o facebook, a pessoa que me insultou ou a minha barriga grande!! drama, drama, drama....

reflexos mel

nice, ah? podia muito bem ser o título de um texto fantástico sobre a profundidade do teu olhar ou sobre a pureza do sol primaveril, mas não, reflexos mel é o que tenho no meu cabelo!
três horas após ser admitida na clínica de reabilitação de cabelos mal tratados e deixados ao abandono eis que surgem uns raios de luz (não é bem de luz, mas tem mesmo raios... acho que é tinta...).
"não quero pintar, quero só uns reflexos assim... alaranjados."
"alaranjados... assim... mel?"
"mel não é acastanhado?"
"sim, um acastanhado assim mais pró laranja..."
"ah, pronto, pode ser isso, então!"
e pensei "mas se pedi laranja porque é que ela me está aqui a falar em mel?!? eu nem gosto de mel...", mas como sou nova nestas andanças achei que não devia insistir...
após um processo delicadíssimo de me transformar numa mostrenga cheia de papel de alumínio na cabeça eis que surge a princesa há muito escondida em mim! (eu explico: é como dizer "estes sapatos vão trazer-lhe muito prazer... quando os tirar!" "esta massagem vai deixar-te muito aliviado... quando acabar!", é que quando uma coisa é mesmo muito má faz com que o comum e habitual seja fantástico, não é?)
"podia estar mais laranja..."
"se quiseres que ponha isso laranja volta cá na segunda que eu ponho-os laranja. é que vocês vêm cheias de vontade e depois se corre mal... não dá p'ra mudar!!"
é que parece que anda por aí muito tolinho que julga que laranja é uma boa cor para usar na cabeça... sei lá, o mundo tá perdido, é isso, só pode ser isso... e... sim, é isso.
saí de lá toda contente, mesmo toda contente, com reflexos mel no meu cabelo liso (sim, veio liso!) e brilhante (sim, veio brilhante!) e fui para um jantar receber elogios ao meu cabelo novo!! how cool is that?
deve ter sido p'rai a primeira vez que saí da cabeleireira satisfeita e a sentir-me mais bonita do que quando entrei...

para quem se está a questionar sobre se la fui hoje outra vez... muahahahaha...