terça-feira, 6 de dezembro de 2011
facadas no coração
ontem jantei fondue de carnes pela primeira vez. never say never, mas é possível que também tenha sido a última.
uma amiga ofereceu-me um voucher (uma querida, obrigada!) e lá fui eu com outra amiga comer um fonduezito de carnes.
a ignorância limitou o meu conhecimento sobre toda essa ciência que é o fondue. pensei que só existiam dois tipos: o de queijo e o de chocolate. no primeiro mergulhava-se carne no queijo e no segundo mergulhava-se fruta no chocolate (yummi, uma delícia!!). estava, obviamente, enganada.
o menu da noite:
entradas: queijo gratinado com oregãos e alheira envolvida em massa filó. (facada, facada, facada.)
bebida: um rosé qualquer, que por sinal era bem bom! (facada.)
prato principal: carne crua, batata frita, molho de pimenta, molho de cocktail, molho de caril, molho picante e arroz.(facada, facada, facada, facada, facada, facada.)
sim, crua!! não importa se era de urso panda ou de dragão de komodo, era carne crua, ok? (era porco e boi, e ainda estavam quase vivos!!)
senti-me muito inculta e muito lateira (como acontece com frequência). como é que eu ainda não tinha ouvido falar de fondue de carne (crua)? porque é que eu prefiro presunto acompanhado por broa e azeitonas, porquê?
aquilo era uma espécie de talho, mas com mais pinta. mas se eu quiser comprar carne crua não ficará mais em conta ir mesmo a um talho? falo dos normais, daqueles com talhante e tudo. (deixo este pensamento no ar...)
(pimenta nessa língua, menina, pimenta!!) eu sei que estou sempre a dizer mal de tudo e de todos, mas... estava crua, percebem? e nem sequer a temperaram em vinha d'alho, nem nada... o sal vinha à parte. devem pensar: "a temperar a gosto, não vá o cliente ter a tensão alta..." e o colesterol, minha gente?? e o colesterol?
e vocês ainda devem estar a perguntar-se: mas era suposto comeres a carne assim, crua? não, claro que não! traziam também a fritadeira para eu fritar a minha própria refeição. (facada, facada.) chamam-lhe aparelho de fondue, que realmente soa melhor do que fritadeira...
sempre me perguntei porque é que, nos restaurantes, as pessoas pediam coisas como carne na pedra (sendo que o que lhes é servido é a carne e a pedra.). e há uma coisa que nunca compreendi muito bem, se as pessoas querem cozinhar porque não o fazem em casa? será o devorador instinto consumista que os obriga a sairem à rua e a utilizarem o cartão de crédito? será exibicionismo? "estão a ver como se vira a carne?" "tirei-a no ponto, conseguem fazer o mesmo?" "al punto de sal, ah? ;)" "vês como tenho jeitinho com as mãos?" "queres sair comigo? sei cozinhar!" "i'm too sexy for my meat...". não sei, não compreendo... só vou comer a um restaurante por estes motivos: não me apetece cozinhar, não tenho uma cozinha à mão, apetece-me comer especificamente o que servem naquele restaurante, é festa, ofereceram-me um voucher, convidaram-me, não me apetece cozinhar (eu sei!).
moral da história: comi queijo, alheira, massa filó, carnes fritas (por moi-même) acompanhadas por molhos, batatas fritas e arroz. isto tudo regado por um rosé. têm noção da dimensão da facada que isto foi, não têm? deviam servir pastilhas anti-colesterol e ansiolíticos de sobremesa! eu acho...
é mentira que só aprendemos com os nosso próprios erros, é possível aprendermos com os erros dos outros, a sério! se eu já tivesse visto alguém a comer daquilo nunca teria experimentado!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
porquê? porquê?
porque é que isto funciona (não soa mal...) no género masculino e não funciona no feminino?
"quando eu era puto..."
"és um homem ou és um rato?"
"anda aqui um gajo..."
e porque é que as "meninas da rua" não podem ser chamadas de gigolas, ah?
resolvi partilhar, pronto...
querido pai natal
o ano passado, abusando da minha sorte, fiz-te um pedido e confesso que, durante meses (muitos, até...), andei chateadinha, a pensar que te tinhas esquecido de mim. não foi bem chateadinha foi mais assim do tipo... como se diz... louca! fora de mim! sim, durante meses (muitos, até...), não tive o mínimo controlo sobre mim própria.
pai natal, quero pedir-te desculpa por ter duvidado da tua bondade. peço desculpa por ter pensado que me tinhas abandonado à minha sorte (que não foi muita, desde o último natal...). peço também desculpa às pessoas que estão a ler isto e a pensar "então eu não servi para nada?" porque tenho plena consciência de que sou uma pessoa muito afortunada, no que toca a família e a amigos, e de que não faltou quem estivesse comigo, quem me ouvisse, quem me desse forças, quem me apoiasse: quem me aturasse. as minhas mais sinceras desculpas se, por vezes, sinto que o que tenho não chega. perdoem-me sempre que eu não valorizar a vossa amizade como ela deve ser valorizada: ao máximo. absolvam-me de todas as acusações que me possam ser dirigidas, não é premeditado, é involuntário, quanto muito é negligente.
meu querido pai natal, nos últimos tempos tenho dado por mim a receber o teu presente. não o encontrei debaixo de uma árvore, nem dentro de uma meia. não o encontrei um dia, por acaso, enquanto arrumava o meu quarto (a probabilidade de lá encontrar coisas "perdidas" não é mínima, não senhor). nem dei com ele quando procurava a fita-cola no armário do sótão. mas isso também não interessa para nada, o que realmente interessa é que o tenho recebido. tenho-o recebido aos pouquinhos, como se me fosses trazendo peças de um puzzle. por esta altura já começo a perceber a imagem, não deve faltar muito para que fique completo.
obrigada, pai natal, além de seres fixe estás a fazer um trabalho fantástico!
she goes on
doing absolutely nothing! consegui passar 4 dias sem fazer nadinha de útil pela minha vidinha... não foi fácil, há coisas que nem eu sei como consigo fazer...
into the wild - hmmmm... demasiada realidade aqui para a menina. "hapiness is only real when shared"
a promessa - mas que raio de final é aquele?!. não importa que tenhas razão se ninguém acreditar em ti...
robin hood - nice. não percam o próximo filme da saga!
preciso urgentemente de ver uma comédia romântica!!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
de ócio
já estava a precisar de um dia assim. não tirei o pijama o dia todo! quando me fui deitar até fiquei um bocado confusa quando tentei tirar o pijama do armário e descobri que ele não estava lá...
depois de jantar alapei-me e vi 3 filmes seguidos! estavam na minha lista de espera, mas começo a ficar um bocadinho farta de filmes realistas (reformulo: filmes "realistas", assim sim!), que não acabam com o fantástico "e viveram felizes para sempre!" ou pelo menos com o "contamos a história só até aqui para vocês ficarem contentes..."
one day - gostei muito mas... não havia necessidade!
tuck everlasing - gostei mais ou menos e... também não havia necessidade!
the cyder house rules - gostei muito e... oh pá... eu conseguia pensar num final mais... coiso... gostei muito, pronto.
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