terça-feira, 2 de outubro de 2012

lembram-se disto?

lembram-se disto? não chegou a acontecer... sad, but true! 

foi preciso vir para angola para, finalmente, começar a jogar ténis. já tenho a minha própria raquete e tudo!! (fui às compraaas, weeeeee!!) e adoro jogar! a partir de hoje podem começar a chamar-me numbi sharapova. 


estive a pensar melhor: chamem-me antes maria numbi, que soa melhor e não cria falsas expectativas, sim?

... uma criança de 5 anos.

para que lado se dirige o autocarro, para a esquerda ou para a direita?

explica-me como se eu fosse...


as primeiras hipóteses que me ocorreram foram as de somar, subtrair, multiplicar ou dividir uns números pelos outros até encontrar a solução. tentei várias combinações de 4, 2 a 2, mas não estava a chegar a lado nenhum. transformar aquilo em código binário também não resolvia o meu problema (não sei fazer isto e nem sequer sei se isto se faz, estou só a tentar causar boa impressão), um jogo de números e letras também poderia levar-me a algum lado, mas então pensei "isto é mesmo complicado! as crianças do infantário devem ser todas sobre-dotadas!!" depois pensei melhor "crianças do infantário?? as crianças do infantário não sabem fazer contas!!" e só depois comecei a pensar logicamente. se as crianças não sabem fazer contas é porque não há contas a fazer e se não há contas a fazer é porque a solução é uma brincadeira de crianças e não rocket science! ah, não são números, são meros desenhos. quando era pequena (agora ainda faço isso, mas não quero escrever sobre esse assunto...) costumava pintar as bolinhas dos números e das letras. et voilá! 

desconfio que a "educação" nos afasta da lógica. quanto mais "educados" somos mais complicamos as coisas. não é por acaso que as pessoas mais "educadas" são as que têm mais problemas psicológicos: pensam demais, complicam mais! e mesmo sabendo que ler o enunciado é meio caminho andado para a resposta, nós, os "educados", achamos sempre que nos querem tramar e por isso fazemos testes à maçã para nos certificarmos de que não está envenenada, mesmo quando nos é dito à partida que a bela adormecida lhe deu uma trinca e que, afinal, continua acordada.

escrevo educação entre aspas porque educação e "educação" são coisas completamente distintas! eu conheço pessoas "educadas" e muito "educadas", até, que de boa educação têm muito pouco.

usemos o termo ensino e deixemos a educação para quem realmente a tem.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

a música, a música

quem me conhece sabe que a música é uma parte muito importante na minha vida e não quero, por isso, deixar passar este dia internacional da música sem deixar aqui a minha grande homenagem à música e aos músicos, aos apaixonados por música e aos apaixonados por músicos, a toda a gente que sente a música de alguma forma, seja ela de que tipo for! (ia fazer uma excepção ao trance e ao chill out, mas nem isso vou fazer, fica também uma homenagem (mais pequenina) ao trance e ao chill out.) (não quero que os meus amigos se sintam ofendidinhos...)


pequenas coisas que adoro #19

seduce my mind and you can have my body
find my soul and i'm yours forever.

anonymous

domingo, 30 de setembro de 2012

a pulguita atrás da orelha

neste post escrevi sobre o milagre que se deu quando fiz análises em angola: de um momento para o outro, o mais grave problema que consome o meu sistema nervoso foi deitado por terra. assim, por escrito, assinado e tudo! "está tudo bem..." disse a sra. doutora, as in "estava a tentar enganar-me, sua pulazinha com a mania, você não tem o colesterol alto...". ("tem toda a razão, sra. doutora, não tenho os níveis de colesterol elevados, eu gosto mesmo é de ser picada com agulhinhas, nas veias, em países subdesenvolvidos! é a adrenalina, sabe?")

é certo que não acreditei naquele resultado embora, mesmo sabendo que estavam a ser enganados, os meus nervos se tenham acalmado significativamente. os resultados estavam errados, é certo, mas ninguém falha por tanto, não é? não, não é!

estava completamente convencida de que o meu colesterol tinha descido, não para menos 100 do anteriormente, como indicavam os resultados, mas para menos 20, 30 quiçá? já seriam boas notícias. para confirmar e verificar a fiabilidade do sistema de saúde angolano, decidi fazer análises no decorrer dos 15 dias que passei em portugal. resultado: +40 do que nos prévios resultados portuguesas e +140 do que nos resultados angolados... 140!! "oh, numbi, que dramática! 140 pode ser muito ou pouco, dependendo da escala, não é?" pensam vocês. ao que eu respondo: "é!" e para esclarecer quem esteja menos familiarizado com esta realidade, eu indico: nível normal - abaixo de 200, nível de risco moderado - 200 a 240, risco elevado - acima de 240.
vou só fazer um pequeno raciocínio para demonstrar o meu ponto de vista (ia escrever indignação, mas na realidade nem fiquei muito surpreendida com a falha monumental. por cá tudo me parece menos escandaloso...): uma diferença de 140 da realidade para a ficção (vou chamar-lhe ficção, porque se trata realmente de ficção: eles inventam coisas e vendem-nas, exactamente como nos filmes.) pode significar que não estamos com os níveis de colesterol dentro do limite considerado normal,  porque afinal não temos 100, temos 240, ou pode significar que estamos perante níveis de risco elevadíssimo, porque afinal não temos 200, temos 340! check??

os meus níveis de colesterol estão num nível de risco que mereceram o seguinte comentário por parte de uma médica: "com estes níveis arrisca um enfarte não aos 60 ou 70, mas em idade jovem. tomar um comprimido será a opção mais acertada." e, por isso, muito contra a minha vontade e muito a favor do meu sistema nervoso, lá comecei a tomar os comprimidos. fingers crossed para que façam efeito!

como não podia deixar que os meus nervos relaxassem demasiado (seria uma mudança brusca, o que nunca é muito aconselhável, não é verdade?) agora tenho outro problema a atormentar-me, cá vai: o que deverei pensar quando for fazer o teste do paludismo e me disserem: "deu negativo, pode ir descansada"??

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

a somar horas a menos...

hoje demorei duas horas e meia a fazer o percurso do costume que, sem trânsito, se faz em meia hora. se foi por causa daquele acidente gravíssimo que se deu no centro de luanda? (não vão procurar à net, é mentira, não houve acidente nenhum...) não, não foi, mais uma vez foi porque sim.

pode parecer engraçado e até ser uma história com potencial para ser contada aos netos, mas a verdade é que são horas de vida que estou a gastar, sim gastar, e que, tenho a certeza, me vão fazer muita falta quandooo... bem, vamos pôr as coisas nestes termos, são horas que poderiam adiar a chegada do sr. da foice... era isso ou comprar um mercedes... tenho de ponderar bem.